Quinta-Feira, 23 de maio de 2013
Haiti por si_
14.10.11 - BRASIL
Regional Goiânia destaca questão da juventude diante de vários problemas sociais
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Rogéria Araújo *

Adital -
O quinto encontro nacional da Rede Um Grito pela Vida acontece em Goiás, estado considerado como um dos principais focos do problema do tráfico de pessoas no Brasil.

A Adital conversou com as irmãs Maria Auxiliadora Pereira e Maria Inês Sampaio, representantes da Regional Goiânia, que faz parte da Rede.

Elas demonstraram preocupação com a juventude goiânia, que tem o perfil geral das vítimas do tráfico de seres humanos.

Adita - Goiás é um estado com muitos casos de tráfico de pessoas. O que significa a realização deste evento aqui?

Regional Goiânia - Significa a oportunidade das religiosas de adquirir informações, formação, capacitação, para o enfrentamento ao tráfico de seres humanos, trabalho escravo, prostituição infantil, entre outros problemas que enfrentamos aqui.

Adital - A Rede vem conseguindo se mobilizar? Quais os principais obstáculos?

Regional Goiânia - Estamos dando os primeiros passos como vida religiosa, buscando sensibilizar as congregações com o objetivo de fortalecer a Rede Um Grito pela Vida. Como obstáculos nós temos a não visibilização do problema, o que dificulta a tomada de consciência das pessoas; além da sobrecarga de trabalho das irmãs que se dispõem. Também há a falta de apoio do poder público de Goiás.

Adital - Como a vida religiosa pode atuar no sentido de prevenir um problema tão sério, que envolve tantos riscos?

Regional Goiânia - Trabalhando em redes e tomando consciência da realidade gritante que está ao nosso redor, também sensibilizamos as irmãs e demais pessoas com as quais trabalhamos; procurando parcerias com as entidades afins e dar visibilidade aos enfrentamentos através da mídia.

Adital - Há uma preocupação geral com a juventude. Pode falar um pouco sobre isso?

Regional Goiânia - A juventude de goiânia, infelizmente, está desamparada. Destacamos a juventude das periferias sendo vítimas de tráfico de drogas, armas, prostituição, extermínio tanto pelos traficantes como por militares.

A falta de oportunidade como lazer, escolas de qualidade, espaços de convivência. Falta ainda qualificação profissional. Tudo isso leva os jovens a entrar no mundo das drogas, do roubo e do crime organizado, na prostituição. Isso tudo nos faz ver que a juventude está gritando para que a sociedade a veja, a perceba em suas necessidades e tome posição em seu favor.

Por outro lado, encontramos aspectos positivos no apoio de algumas entidades comprometidas com a causa da juventude, como é o caso da Casa da Juventude [organização bastante atuante na politização, evangelização e profissionalização de jovens em Goiânia]. Mas ainda há muitas barreiras.


* Jornalista da Adital





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