| 14.10.11 - BRASIL |
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Foi pensando nessa possível realidade - e baseada em exemplos de outros países que também já sediaram eventos esportivos de grande porte - que a Rede Um Grito pela Vida, reunida em Goiás, começou a discutir uma campanha preventiva ao tráfico de seres humanos durante a Copa 2014.
As cidades sedes cotadas para sediar os jogos são Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Fortaleza, Salvador, Recife, Natal, Cuiabá e Manaus.A discussão, explica irmã Gabriella Bottani, é apenas o passo inicial do que possa vir a ser a campanha. Segundo ela, o objetivo desse primeiro momento foi o de fazer uma análise geral da situação e um rápido diagnóstico do que essas cidades têm em comum para serem sedes do evento.
"O risco de tráfico em grandes eventos esportivos existe ou não?", indagou a irmã para a plateia de religiosas. Como a resposta foi positiva, começou a explorar exemplos na Alemanha, que desenvolveu verdadeiras ilhas de tráfico de pessoas. "Ao longo de nossas discussões aqui no encontro, ficou bem claro que o contexto de sistema que produz o trafico é o capitalismo. E a Copa do Mundo é uma das expressões maiores desse modelo", falou Bottani, durante a apresentação.
Depois da explanação, as religiosas se dividiram em grupos e se ocuparam de discutir o evento por região, motivadas pelas seguintes questões: "Quais são as características dessas cidades escolhidas para sediar a Copa do Mundo de 2014?" e "Que tipo de turismo essas cidades já oferecem?".
O resultado apresentado pelos grupos foi de que essas cidades já possuem um perfil onde há a presença de prostituição e exploração sexual, inclusive infantil, de uma forma bastante acentuada; Também citaram a questão social de diversas populações, e que muitas obras são oferecidas como ganhos para as cidades, mas que, no fundo, pretendem apenas facilitar o trânsito e tráfego para um tipo de turismo que pode ser nocivo para estas mesmas cidades.
Até 2014, o assunto será tratado frequentemente pela Rede Um Grito pela Vida, com o objetivo de concretizar a Campanha Preventiva ao Tráfico de Pessoas na Copa do Mundo de 2014.
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