O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem hoje uma agenda equivocada para Porto Rico ao incluir na plataforma do Partido Democrata promover um plebiscito se a consulta de novembro não render resultados claros. Assim denunciou a organização soberanista Aliança pela Livre Associação Soberana (Alas), que impulsiona a colocação de um fim à dominação colonial de Washington sobre esta ilha do Caribe e entende que o tipo de resultado que Obama propõe "é para um processo de integração”, não para a independência e a livre associação.
"Obama e o Congresso só poderão determinar o que constituirá a porcentagem de maioria que lhes exigirão a quem tente entrar nesse túnel da união, mas não nos demais”, expressou Luis Delgado Rodríguez, porta-voz da Alas, ao rechaçar as intenções do Partido Democrata estadunidense.
O dirigente soberanista assegurou que o que Obama pretende é "perpetuar a relação colonial que sofrem hoje”.
Com esse propósito, tenta incluir o Estado Livre Associado (ELA) territorial, fundado em 1952, como uma quarta alternativa, nesse plebiscito que pretende impulsionar. "Por esse caminho, os porto-riquenhos não andarão mais”, afirmou Delgado Rodríguez.
Acrescentou que o problema é precisamente o ELA territorial, que não pode ser incluído como alternativas de solução. A proposta da Alas ao mandatário estadunidense é que respeite os resultados do plebiscito de 6 de novembro e que sente em uma mesa redonda para discutir o saldo da consulta.
Para que este processo seja descolonizador, alegou Delgado Rodríguez, Obama deve deixar claro que a relação colonial atual não está disponível sob nenhum dos mecanismos de consulta ao povo, do contrário nunca resolveremos o problema.
A notícia é da Prensa Latina
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