Com o tema “Juntos somos a solução” o Candlelight Memorial acontece neste ano no domingo (17) em várias partes do mundo. Surgido em 1993 nos Estados Unidos, o “Memorial à Luz de Velas” é um momento de vigília e solidariedade às vítimas do HIV - o vírus da Aids. O objetivo da mobilização é chamar a atenção da sociedade e do governo para questões de políticas públicas e ato solidário em prol das pessoas soropositivas. Em Fortaleza, Ceará, a vigília acontece na Igreja Nossa Senhora de Fátima - na Av. 13 de Maio.
O intuito do encontro, que sempre acontece em locais públicos, é introduzir na sociedade discussões como o impacto da doença, prevenção, cuidados, tratamento e educação. O Candlelight também mostra a importância da comunidade e do governo de somarem forças para combater a Aids e procurar o melhor tratamento ao portador do vírus.
Chico Pedrosa, um dos coordenadores do Fórum de Movimento Social de Luta contra a Aids, participa da vigília desde 1998. Ele observa que o movimento tem crescido, mas lamenta que são poucos setores da sociedade que apoiam a causa. “São mais ONGs”, informa.
Chico alerta que o Ceará ainda apresenta alto índice de mortalidade da doença. “Morre-se muito de Aids ainda por aqui. As mortes não têm reduzido”. Para ele, entre as causas, estão: diagnóstico tardio, preconceito, falta de emprego e pobreza. Enquanto em outros estados brasileiros o número de mortes por HIV reduziu, no Ceará a estagnação do quadro é preocupante. “É importante que o Estado (CE) faça uma pesquisa para saber as causas da não redução de mortes”, reflete. De acordo com ele, por mês, o Ceará registra de 50 a 60 casos de Aids. Quase metade destes números é registrada na capital.
Uma das medidas que deveriam ser tomadas, segundo o coordenador, é a descentralização dos serviços de atendimento no Ceará. “A maior concentração é na Capital”. Ele ressalta ainda que a Prefeitura de Fortaleza ampliou a assistência aos portadores do vírus.
De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Ceará e do Ministério da Saúde, até junho do ano passado (2008), foram registrados mais de 9 mil casos de infecções no Estado, e deste total, 2.866 pessoas faleceram por complicações da doença. Estima-se que atualmente quase 630.000 brasileiros estejam infectados. Desde o descobrimento do vírus, mais de 28 milhões de pessoas já morreram no mundo, vítimas da Aids.
O ato inicia às 17h do domingo com leitura de Carta Aberta. Em seguida, velas serão acesas em memória às vítimas. A mobilização se encerra com um abraço coletivo, às 19h.
Mais informações com Chico Pedrosa, coordenador do Fórum em Fortaleza – (85) 9184-3425 ou (85) 3253-6197
As matérias do projeto "Ações pela Vida" são produzidas com o apoio do Fundo Nacional de Solidariedade da CF 2008.
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