Para as e os mais de três centenas
de teólogas e teólogos participantes, a Jornada Teológica Região Norte (JTRN)
foi um exemplo sobre a ruptura da desconfiança e um testemunho de que através
da participação ecumênica das igrejas se consegue transitar até a amizade, com
a possibilidade de continuar sobre uma plataforma comum e de vínculos para a
ação.
Com esse objetivo, se apropriaram das palavras da teóloga María del Pilar Aquino, quando questiona: "Que tipo de sociedade queremos construir?”, o que pressupõe a coincidência de que o mundo modelado pelo capitalismo mundial é desumanizador, dada a intensificação da pobreza e das desigualdades, que são já insustentáveis.
Nas palavras da teóloga, em um contexto de sociedades divididas, as e os atores religiosos comprometidos com a mudança social estão chamados a afirmar valores e objetivos compatíveis por um mundo mais justo e não a intratabilidade da fragmentação e do sectarismo.
Ao reconhecer a ativa participação das religiões na manutenção de divisões humanas e sociais durante séculos, exige que estas assumam um papel ativo nos processos da construção da paz.
Nos trabalhos de conclusão da Jornada e ante os fatos analisados e refletidos, as e os cristãos se questionaram o lugar que o México ocupa, tanto como fronteira sul da Região Norte e como parte Norte da América, dado o contato que tem com os Estados Unidos e ao fato de que a cultura latina se nega a desaparecer.
Ainda: porque apesar de se tratar de um encontro ecumênico para o México, Estados Unidos e Canadá, se desafiou a possibilidade de repensar o que tanto interessou a Jornada para as teólogas e teólogos destes países, dada a escassa empatia para olharem-se entre si como sujeitos diferentes, mas iguais.
Neste mesmo sentido, o desafio para as e os mexicanos é também aprender a ver a América do Norte como a um próximo, a saber, não apenas o que queremos deles, como sentir o que lhes doi, a ser empáticos e solidários com seu sofrimento e com sua necessidade de libertação e de esperança.
Entre as ferramentas metodológicas propostas nesta tarefa ecumênica, a teóloga María del Pilar Aquino insistiu na necessidade de ir e aproveitar a bagagem acadêmica sobre a construção da paz, com a advertência de que o poder das religiões foi utilizado tanto para instigar conflitos prejudiciais, como para promover ações individuais e coletivas para a mudança construtiva nas sociedades e culturas.
A Jornada teve uma dimensão ecumênica, já que participaram as Igrejas Católica, Batista, Presbiteriana, Luterana e Metodista, com o tema geral Esperança de Libertação e Teologia e como eixo transversal Espiritualidade pela Paz, para o tratamento dos temas de Migração, Participação cidadã, Direitos Humanos, Economia, Práticas eclesiais e Ecologia.
A Jornada Teológica encerrou no fim de semana e os trabalhos foram transmitidos ao vivo no site http://jornadasteologicas.org, no qual estão disponíveis documentos e material fotográfico e de vídeo.
A Comissão Coordenadora da JTRN esteve integrada pela Associação Teológica Ecumênica Mexicana (ATEM), Ameríndia México, Ameríndia-Latinos nos Estados Unidos, Centro de Estudos Ecumênicos (CEE), Comissão para o Estudo da História das Igrejas na América Latina e Caribe (CEHILA) México, Comunidades Eclesiais de Base (CEB México), Comunidade Teológica do México, Conselho Latino-americano de Igrejas (CLAI México), Associação Internacional de Estudos Médico-Psicológicos e Religiosos (AIEMPR) e Observatório Eclesial.
Para mais informação: Gabriela Juárez (04455 3059 8485) e Adriana Colín (04455 5477 7249)
Fonte: Equipe de Imprensa da Jornada.
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