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15.02.12 - América Latina
Guia estimula participação de jovens na garantia de direitos sexuais e reprodutivos
Karol Assunção
Jornalista da Adital
Adital

A região andina ainda tem muito que avançar em relação aos direitos sexuais e reprodutivos de jovens e adolescentes. Para facilitar a formação de profissionais e jovens que trabalham com a promoção desse direito na região, a Organização Ibero-Americana de Juventude (OIJ), divulgou, na semana passada, o Sex-Edúcate! – Guia Formativo para promoção da participação juvenil desde a diversidade cultural e mobilidade em direitos sexuais reprodutivos e prevenção da gravidez adolescente na sub-região andina.

A publicação alerta para a importância de garantir a jovens e adolescentes seus direitos sexuais e reprodutivos. Ressalta, por exemplo, o alto índice de adolescentes grávidas na região. Segundo o guia, das 7 milhões de meninas entre 15 e 19 anos que vivem na área andina, 1,5 milhão já são mães ou estão grávidas. Por ano, de acordo com o documento, ocorrem cerca de 490 mil nascimentos e 70 mil abortos entre adolescentes. A maioria dos casos de gravidez ainda se dá entre garotas com níveis socioeconômicos mais baixos e que vivem na zona rural.

A preocupação com o elevado número de adolescentes grávidas não é por acaso. De acordo com o guia, as consequências da gravidez na adolescência variam conforme o gênero, as condições socioeconômicas, etnia e zona em que vive (rural ou urbana). "No entanto, e em termos gerais, o impacto da gravidez adolescente tem uma alta incidência na desistência escolar e na inserção laboral desfavorável, maior probabilidade de que suas filhas sejam mães adolescentes e reprodução intergeracional da pobreza e das exclusões”, destaca.

OIJ reconhece alguns avanços nos direitos de adolescentes e jovens na região, entretanto, aponta que "na América Latina e especialmente na sub-região andina, os avanços têm sido poucos em matéria de direitos sexuais e reprodutivos para adolescentes e jovens, especialmente no relativo ao acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva e na educação para a sexualidade”. Prova disso, segundo o guia, é que em alguns países, como Colômbia, Peru e Bolívia, a taxa de fecundidade adolescente aumentou.

Guia

Levando em consideração essa realidade, Sex-Edúcate!se propõe a ser uma ferramenta que facilite a formação de profissionais e jovens na área da saúde sexual e reprodutiva. A publicação tem entre seus objetivos estimular "a participação de jovens e adolescentes que se encontrem em contextos de diversidade cultural, interculturalidade entendida como ‘Bem Viver’ e de mobilidade”.

Para isso, discute questões como: direitos sexuais e reprodutivos, gravidez na adolescência; diversidade étnica e cultural e a participação nos direitos sexuais reprodutivos e na prevenção da gravidez na adolescência; migração e situações de risco diante dos direitos sexuais e prevenção de gravidez entre jovens indígenas e afrodescendentes; e participação social e política juvenil como estratégia para prevenção da gestação e para garantia de direitos.

Por se tratar de uma guia, apresenta ainda um capítulo dedicado a metodologias e sugestões de atividades para serem realizadas em formações para jovens e adolescentes sobre a prevenção da gravidez a partir de uma perspectiva intercultural.

Leia a publicação completa em: http://oij.org/file_upload/publicationsItems/document/20120210163237_48.pdf



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