Nas primeiras horas desta terça-feira desde Tactic Alta Verapaz começou o segundo dia da jornada de mobilização, luta e resistência do povo indígena, campesino e popular da Guatemala. Este segundo dia de mobilização e luta indígena campesina e popular tem previsão de finalizar na comunidade Unión Barrios. A jornada terminará na próxima terça-feira, 27 de março, e culminará no parque central da cidade capital.
Homens e mulheres, jovens e crianças desde as primeiras horas se prepararam para iniciar o segundo dia de mobilização para o qual se tem previsto recorrer cerca de 30 km. Até as 10h30 se havia percorrido cerca de 8 km dos 30 km previstos para hoje. As demandas seguem sendo latentes durante este segundo dia de mobilização e resistência.
Margarita Tiño, liderança indígena e campesina, recordou que uma das demandas concretas dos povos é que o atual governo atenda a problemática agrária existente no país, também assinalou que as desocupações violentas que aconteceram no país geraram mais fome e pobreza nas comunidades.
Também reiterou a presença de mulheres com seus filhos na mobilização como sinal de que elas também querem respostas a demandas concretas por parte do governo porque é obrigado que se atenda de forma integral a vida humana.
A marcha iniciou em Coban, terra Queqchi, e terminará no Parque Central da cidade capital. As demandas concretas que têm sido levantadas pelas comunidades há vários anos são: que se aborde com seriedade a problemática da terra; o perdão total e definitivo da dívida agrária; que acabem com as desocupações, perseguição e criminalização; cancelamento das licenças de exploração mineira petroleira, construção de hidrelétricas e impulso aos monocultivos; e a aprovação de leis em benefício dos povos e comunidades empobrecidas.
Os representantes assinalaram que a problemática da terra se intensificou a nível nacional sem que o governo dê respostas concretas, por isso exigem que se dê respostas a regiões como Alta Verapaz no norte do Quiche Zacualpa, Santa Maria Xalapan e Petén entre outros. Outra demanda é a condenação definitiva da dívida agrária.
A previsão é que a marcha inicie com cerca de 1.500 pessoas e durante o recorrido se somem mais comunidades de todo o país, pois as demandas são as mesmas, assinalaram representantes.
Com informações da Via Campesina
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