Programas de Rádio
04.06.12
[ Brasil ]
NOTÍCIAS DE PULSAR
Adital
BRASIL – JORNADA DE LUTAS
Movimento camponês reivindica políticas públicas para agricultura
Mais de três mil integrantes do Movimento Camponês Popular (MCP) realizam atividades Brasília até amanhã (6) durante a Jornada de Lutas em Defesa da Agricultura Camponesa e do Meio Ambiente.
A mobilização, que começou neste sábado, exige que o governo federal crie políticas públicas para o fortalecimento do setor. Segundo os organizadores, nunca as multinacionais de leite, frango, suínos e as fumageiras pagaram tão pouco pelos produtos produzidos pela agricultura camponesa.
Essa situação impossibilita os camponeses de pagarem suas dívidas com os bancos. No Brasil, cerca de 800 mil famílias camponesas não têm condições de pagar suas dívidas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Para o movimento, as políticas agrícolas para a agricultura camponesa têm sido ineficientes. Afirma que estudos revelam que cerca de 40% da população camponesa vive em condições de pobreza ou extrema pobreza. O quadro das escolas do campo também é crítico. São 76 mil, 6,2 milhões de alunos matriculados e 342,8 mil professores, dos quais pouco mais da metade têm estudo superior.
Por conta desta situação, o MCP elaborou uma pauta de reivindicações e propostas contendo 16 pontos. Dentre eles: a renegociação das dívidas, preços dos produtos e garantias de comercialização, programa de mecanização da agricultura camponesa, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e educação no campo.
MATO GROSSO – EXPLORAÇÃO
MTE resgata 12 trabalhadores escravizados em fazenda de pecuária
Foram resgatados 12 trabalhadores em condições degradantes de trabalho, de saúde e de vida em uma fazenda de pecuária em Castanheira, a aproximadamente 800 quilômetros de Cuiabá.
A ação foi realizada por uma equipe de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Superintendência Regional do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho, com apoio de policiais do grupo de operações especiais. Segundo os auditores fiscais, os trabalhadores estavam em condições subumanas.
Os empregados haviam sido contratados pelo filho do fazendeiro para fazer o roçado de pasto e aplicação de agrotóxico na propriedade, que possui cerca de 8 mil cabeças de gado. Os trabalhadores estavam alojados em barracos de lona em meio ao mato.
Além disso, não tinham carteira assinada e não realizaram exames médicos. A água para beber, preparar refeições e tomar banho era retirada de um córrego e não passava por qualquer sistema de tratamento.
O local não possuía instalações sanitárias e os empregados não dispunham de equipamento de segurança individual. No barraco do responsável pelos trabalhadores foi encontrada uma espingarda que foi recolhida pelos policiais.
Um acordo de dano moral individual com o fazendeiro foi firmando. Este valor, somado ao pagamento das verbas rescisórias, chegam a aproximado de 70 mil reais. No total, foram lavrados 22 autos de infração contra esta fazenda de pecuária do Mato Grosso.
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