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Sábado, 18 de maio de 2013
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22.06.12 - América Central
O monopólio de terras realizado pelas transnacionais provoca fome e destruição
Adital

O modelo capitalista segue tomando posse das terras dos diferentes povos do mundo sendo este modelo responsável pelo aumento da fome e a destruição dos territórios, agora continua debatendo uma mudança histórica por parte dos povos indígenas e campesinos do mundo sob a proposta da produção em suas comarcas e ao consumo em sua comunidade e a nível nacional.

Foi o que disse Edgardo García, da CLOC Via Campesina América Central, em sua apresentação sobre monopólio de terras. Agregou que por um lado a política oficial das transnacionais e os governos que estão subordinados a elas, é continuar com o monopólio das terras desabrigando a milhares de famílias somando a elas a designação de bases militares para defender os oligarcas dos países, tal é o caso da Guatemala e Honduras, indicou. Os governos dão posses de terras a companhias mineradoras em troca de pagamentos de dívidas externas através de privilégios jurídicos a latifundiários para o plantio de monoculturas utilizando armadilhas financeiras com o objetivo de endividar e desalojar de suas terras as famílias campesinas.

A forma de tomar as terras é instalando represas para desviar os rios, privatizando as costas e praias, privatizando lagos. Para citar um exemplo na Costa Rica, o produto que mais se cultiva é o abacaxi, e em grande parte da costa sul da Guatemala é a palma africana e cana de açúcar. O que cultiva o capitalismo de forças produtivas para o desenvolvimento dos países, tem ganhadores e perdedores (o ganhar é uma história), referiu Garcia.

Garcia disse que o monopólio de terras é uma política financiada pelo Banco Mundial, que tem a visão nacional de garantir o mercado de produtos tóxicos no manejo do celeiro transnacional para concentrar os territórios em lugares onde existe petróleo, carvão, água, níquel e ouro.

Diante do modelo de despejo, destruição e contaminação das transnacionais, os povos seguem sua luta por uma reforma agrária, soberania alimentar, apoio à agricultura campesina familiar, ser amigável com o ambiente, a implementação da agroecologia, defesa do território e um rechaço às sementes transgênicas, aos agrocombustíveis e agrotóxicos, assinalou o dirigente campesino que também reiterou que rechaçam a economia verde que é um atraso e uma política de enriquecimento por meio dos territórios dos povos.

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