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28.06.12 - Guatemala
Mirna Montenegro: A vida das mulheres não é uma prioridade para as autoridades
Adital

A redução de 135 milhões nos programas de controle pré e pós-natal, prevenção da gravidez em adolescentes e planejamento familiar é uma mostra de que para esta administração a vida das mulheres não é uma prioridade, disse Mirna Montenegro, do Observatório em Saúde Reprodutiva (OSAR).

De acordo com Montenegro é inaceitável que, embora se trate de um empréstimo, como disse o Presidente da República, deixem programas tão importantes sem recursos, principalmente em um país com altas taxas de mortalidade materna e gravidez em crianças e adolescentes.

De acordo com a profissional, a prevenção de gravidez em adolescentes passou de 5 milhões a 360 mil quetzales, o controle pré-natal de 17 milhões de quetzales ficou sem recursos, como o controle pós-parto que tinha 5 milhões, enquanto o planejamento familiar que passou de 45 milhões 827 mil a 38 milhões 840 mil quetzales.

Segundo Montenegro, estas medidas infringem o estipulado na Lei de Maternidade Segura e seu regulamento, disse também que embora se saiba o mal que ganham muitos dos prestadores de serviço na Guatemala e se tenha necessidade de pagarem o seu título, deve ser avaliado onde pegar esse dinheiro, mas não em áreas prioritárias para o país.

A integrante do OSAR disse que se evidencia que essas medidas não se fundamentam na realidade nacional, pois tiveram que avaliar as repercussões desta diminuição orçamentária e destacou que até agora se tem relatado mais mortes maternas em comparação com o ano passado neste mesmo período, uma situação alarmante.

Montenegro se referiu também às centenas de crianças e adolescentes que estão em estado de gestação, os suicídios que esta situação está provocando neste segmento social, a escassez de medicamentos e o pouco acesso da população a métodos de planejamento familiar, situações que não foram levadas em conta pelo Executivo.

De acordo com a informação publicada na terça-feira por um meio de comunicação local, outros itens a serem reduzidos foram a promoção do aleitamento materno, a desparasitação de crianças de dois a cinco anos, a suplementação de micronutrientes para adolescentes e adultos, alimentação complementar, serviços de análises e diagnóstico nutricional, e vigilância da água para o consumo humano e recreativo.

Segundo declarações do Presidente da República e do Ministro de Saúde Pública estes fundos foram emprestados para pagar os títulos de antiguidade dos prestadores de saúde, mas foi unicamente como um empréstimo para cumprir com o acordo coletivo.

A notícia é da Cerigua

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