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19.07.12 - Brasil
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COLÔMBIA - MILITARIZAÇÃO

Conflito no estado colombiano Cauca continua e deixa 26 feridos

Membros do Esquadrão Móvel Antimotin atacaram os indígenas que promoveram a expulsão de militares e guerrilheiros de seu território no estado colombiano Cauca. A ação, ordenada pela presidência do país, deixou 26 indígenas feridos.

Entre eles, uma levou uma bala de fuzil. Uma pessoa se encontra desaparecida. Durante a intervenção militar, os indígenas ocupavam uma base militar no município Toribío. Antes, eles tinham desmantelado trincheiras do Exército e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na região.

Nesta quarta-feira (18), quatro membros desta guerrilha também foram rendidos por indígenas. Após serem capturados, os indígenas retiraram as armas dos combatentes das Farc e os levaram para uma audiência pública na zona de conflito.

Após ações em rechaço aos enfrentamentos que se desenvolvem neste território colombiano, o presidente Manuel Santos chegou a declarar, por meio de uma rede social na Internet, que no queria ver a um só indígena nas bases militares de Cauca.

Santos acusa relação com os guerrilheiros das Farc, o que é negado por lideranças das comunidades tradicionais. As autoridades indígenas afirmam lutar contra a militarização da região. Os conflitos armados entre o Exército colombiano e as Farc já causaram o deslocamento de cerca de 600 habitantes das comunidades indígenas de Cauca.

TRABALHO – GÊNERO

Por mês, mulheres trabalham 20 horas a mais que os homens

É o que aponta o relatório "Perfil do Trabalho Decente no Brasil: um Olhar sobre as Unidades da Federação”, divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) hoje (19). A estudo contempla o tempo trabalhado fora e dentro de casa.

Em entrevista à Agência Brasil, Laís Abramo, diretora da OIT no Brasil, disse que "é importante que haja políticas que facilitem a vida profissional, pessoal e familiar da mulher”. Ele avalia que o poder público e as empresas precisam dar "ênfase à noção de corresponsabilidade, com jornadas flexíveis, creches e acesso a meios de transporte”.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), utilizados pela OIT, apontam que 90,7% das mulheres que estão no mercado de trabalho realizam atividades domésticas. Esse percentual que cai para 49,7% entre os homens.

No trabalho fora de casa, elas gastam uma média de 36 horas por semana, enquanto eles 43,4 horas. Em casa, por outro lado, elas trabalham durante 22 horas semanais. Os homens, 9,5 horas. Além disso, as atividades domésticas realizadas por eles não são necessariamente executadas em casa. Fazer compras de supermercado ou levar os filhos à escola entram na conta.

Diante dessa realidade, o estudo da OIT avalia que a massiva incorporação das mulheres ao mercado não vem sendo acompanhada de um satisfatório processo de redefinição das relações de gênero com relação à divisão sexual do trabalho de reprodução social.

GREVE - PROTESTO

Servidores públicos em greve reivindicam negociação com governo

Servidores públicos de diversas categorias em greve realizaram manifestação unificada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta quarta-feira (18). Cerca de 15 mil pessoas participaram do ato.

Trabalhadores do Judiciário, Educação, Saúde, Agricultura, entre outros setores, marcharam da Catedral até o Ministério do Planejamento. Estudantes de várias instituições federais em greve também participaram da passeata. "Chega de enrolação! Negocia, Dilma!” foi o título do protesto.

Até o momento, apenas a Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) recebeu uma proposta do governo federal, considerada pela categoria como insatisfatória. A abertura da negociação com os professores, que estão em greve há mais de dois meses, ocorreu na semana passada.

As outras categorias, a maioria com atividades paralisadas há um mês, ainda aguardam propostas. Durante a manifestação, reivindicaram reajustes salariais e melhores condições de trabalho, criticando o sucateamento dos serviços públicos.

De acordo com informações da Fenajufe, uma barreira de policiais foi formada na altura dos Ministérios do Exército e da Marinha. Após negociação, o protesto seguiu. Porém, a polícia usou spray de pimenta e gás lacrimogêneo contra parte dos manifestantes, que queria realizar "um abraço simbólico" no Ministério do Planejamento.

Participaram do ato em Brasília entidades filiadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT), à Central Sindical e Popular – Conlutas e à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Ao final do protesto, em solidariedade à greve dos servidores públicos, essas entidades convocaram um Dia Nacional de Lutas para próximo 2 de agosto.
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