español | institucional
3894 leitores online
Estatísticas cadastre-se | fale conosco | anuncie |
Quinta-Feira, 23 de maio de 2013
Doe Osmar
Siga-nos:

Haiti por si_
07.08.12 - Brasil
Posições diagonais sobre Belo Monte
Lúcio Flávio Pinto
Jornalista paraense. Publica o Jornal Pessoal (JP)
Adital

Com Sevá

Minha primeira viagem a Tucuruí, já por conta da futura hidrelétrica, foi em 1973, no mesmo ano do primeiro choque do petróleo, em função do qual a Amazônia seria integrada à força à economia internacional para lhe fornecer eletrointensivos em abundância e por baixo custo. Desde então me tornei um apaixonado pelo tema. Li tudo a que consegui ter acesso, conversei com numerosas fontes e vi hidrelétricas no Brasil e no mundo. Com esta já alentada experiência, continuo a ser um jornalista. Sem qualquer adjetivo acompanhante: seja o protetor "apenas” ou o pretensioso "investigativo”.

O jornalista avança até onde os fatos lhe permitem. À medida que se instrui na dialética do empiricismo e da teoria, pode arriscar análises e interpretações. Sabendo, porém, que tudo pode se esboroar. Um novo fato o obriga a recolocar tudo em cheque. Para conseguir uma percepção satisfatória, tem que ver por todos os ângulos, conversando com todos os personagens, a tudo questionando e de tudo desconfiando. Um jornalista não conta com uma boa retaguarda para onde se dirigir em busca de reflexão, ponderação, distanciamento. Seu combate é o da primeira hora. Seu maior pecado não é o de errar: é o de se omitir; ou de não perceber quando a novidade passa, relevante, diante de si.

Um jornalista não pertence a partidos ou grupos. Não tem aliados incondicionais. Não deve se atar a parcerias. Se não chega a ser um iconoclasta, é um livre atirador. No sentido de que dispara em defesa da sociedade com munição sólida, consistente. Ora agrada uns, ora a outros. E vice-versa.

Um jornalista não é confiável, da mesma maneira como não é confiável a realidade, sempre a escapar dos moldes, das dogmáticas teorias explicativas, dos modelos ideais empobrecedores das grandes generalizações do pensamento. Como a história é mutável, para acompanhá-la, o jornalista também muda. Quando seu rastro coincide com a história concreta (que é multifacetada e irregular, não um processo de retilínea sistematicidade), ele sabe que cumpriu o seu papel.

Tenho procurado cumprir o meu. De 1992 para cá, por força de 33 processos judiciais que nada têm de aleatórios e imotivados, tem sido muito difícil. O comprometimento de grande parte do meu tempo, energia e recursos para me defender dos ataques feitos em juízo contra mim, entretanto, não pode ser considerado como desculpa. Não me desculpo: quero que meus leitores sejam rigorosos e exigentes comigo. Só assim poderei manter a esperança de ser útil à opinião pública.

Divulgando as informações que obtenho e procurando fornecer ao meu leitor uma interpretação nelas fundamentada, estou aqui exposto às contestações, debates e correções. Só peço aos contendores uma coisa: sejam realmente justos comigo. Da mesma maneira como procuro ser fiel a uma versão dos fatos estritamente vinculada a eles, espero que não destripem e violentem os fatos para me atacar.

Este enorme nariz de cera, para o qual peço a tolerância do leitor (estou num momento de grande desgaste emocional e mental, que às vezes me induz ao libelo), é a propósito da carta que publico a seguir, do meu amigo, professor Oswaldo Sevá, da Unicamp (Universidade de Campinas), de São Paulo.

A restrição que faço à sua mensagem é a de me atribuir coisas que não são minhas e deixar de reconhecer as contribuições que tenho dado ao tema. O leitor atento verá que as críticas, restrições e correções de Sevá têm significado mais formal do que de conteúdo. E que a leitura do artigo que lhe motivou a mensagem foi prejudicada por alguma coisa relativa a sectarismo e rigidez. O que o leva a não ver ironia onde ironia houve (a propósito, por exemplo, da maravilha da engenharia os engenheiros dizem que Belo Monte é) e a encontrar chifre em cabeça de cavalo.

Não vou fazer outras considerações, que coçam na ponta dos meus dedos, para respeitar o direito que o ilustre mestre (sem ironia) merece neste jornal. É ler e aprender com suas observações e lições. No final, faço ligeiros alertas. Espero que o debate prossiga. Segue-se a carta de Sevá.

A matéria de capa do teu Jornal Pessoal da 2aQuinzena de julho é um notável esforço de interpretação dos incidentes ocorridos há um mês na Volta Grande do Xingu. Após leitura e releitura acuradas, tenho que fazer algumas correções, o amigo perdoe. Espero que seja útil para os leitores.

Não sei quando v. esteve em Altamira, eu estive há dois anos, portanto..., ambos tratamos com dados técnicos oficiais e com informes produzidos por outros. Eu costumo também ler os informes, denúncias e reportagens dos vários sites de ONGs e movimentos sociais que acompanham de perto os problemas do Belo Monte. Você nunca mencionou tais fontes. Outra das nossas diferenças, cabe registrar, é que você tende a considerar como procedente e legítimo, mesmo que seja para criticar, o enredo oficial – o qual, no caso do capitalismo hidrelétrico fundamentalista tem um ranço original de má fé e vem acompanhado de uma tonelada de falsidades e dissimulações, ...deles naturalmente, não tuas. Vamos lá!

Quem transformou a batalha em torno do Belo Monte em uma guerra claramente desigual não foram os dissidentes e contrários – que nunca foram apenas os índios e seus aliados. Aliás, há vinte e cinco anos que estou dentre esses aliados, jamais ouvi ou li que eles se autodenominassem "guerreiros ambientais”. Nesse enredo oficial, insisto com a palavra, não existem os mais de vinte mil brasileiros, urbanos e rurais, que estão sendo expulsos sem qualquer providencia sacramentada para reassentar condignamente, e uma boa parte sem qualquer indenização. Não existem nesse enredo maniqueísta as recusas fundamentadas de mais esse arbítrio, de mais uma imensa espoliação, posições assumidas por gente honesta e estudiosa, dentre os quais me incluo, com a honrada companhia do bispo católico dom Erwin Krautler, de dona Antonia Melo, liderança feminista e social em Altamira, do procurador federal Felício Pontes Jr., dos professores Sonia Magalhães, Rodolfo Salm, Phillip Fearnside e numerosos outros colegas pesquisadores.

Quem decidiu que a obra vai ser feita apesar de quaisquer problemas graves e vozes discordantes, foi a ditadura empresarial-policialesca pilotada pelo Palácio do Planalto, pelo Ministério de Minas e Energia, pela ANEEL e pela Eletrobrás. Por sua vez, são instâncias sabidamente aparelhadas pelas grandes empreiteiras e pelos grandes fabricantes de equipamentos, babando de voracidade diante da chance de participar de uma das maiores negociatas do mundo. Dona Dilma, ainda Ministra, na primeira e única ocasião em que recebeu em audiência, a pedido de parlamentares petistas paraenses, os movimentos contrários, foi quem bateu na mesa gritando que "a obra ia ser feita e pronto!” e saiu da sala. Seu sinistro sucessor, cria dos generais e do imperador maranhense, é que saiu chamando os discordantes de "demoníacos”.

Quanto ao projeto Belo Monte ser, como você afirma, "um desenho completamente original”, é desconhecimento técnico apenas. De fato, as usinas convencionais tem barragem, casa de força e vertedouro na mesma estrutura transversal ao curso do rio, mas são muitas aqui e alhures as hidrelétricas que cortam um meandro de um rio, encurtando uma "volta grande” como a do Xingu, e, por meio de canais ou tubos despejam a vazão em uma casa de força tangencial ao rio. Nenhuma delas, claro, tem o porte do monstro desenhado há trinta anos pelo escritório de engenharia CNEC, do grupo Camargo Correa, afinadíssimo com os generais de plantão.

Diferentemente do que v. vem repetindo nos últimos anos, o projeto atual tem sim, muito a ver com o original: barramento transversal na Volta Grande, desvio por meio de canais para a margem esquerda, sequência de represas formadas por igarapés barrados até a casa de força ao lado da Transamazônica. Isso nunca mudou, o que mudou foi a posição do barramento transversal, que era previsto abaixo da foz do rio Bacajá e subiu para a Ilha Pimental, diminuindo pela metade a área represada e evitando alagar a Terra Indígena Paquissamba. Anote bem, para não mais repetir as desinformações que tanto reforçam o enredo oficial:

Em terra firme não há um "segundo reservatório”, e sim um sistema projetado de dois canais cavados na várzea dos igarapés Gaioso e de Maria, que se unem e levam à primeira das seis represas que seriam formadas pelos igarapés Paquissamba, Ticaruca, Cajueiro, Cobal, Glória e Santo Antonio – neste, o canal final que levaria à casa de força e depois devolveria a vazão turbinada para o rio Xingu. Portanto, são três grandes barragens: 1. a transversal Pimental; 2. a tangencial do vertedouro complementar, no chamado Sitio Bela Vista, logo abaixo da Cachoeira Jericoá, projeto cujo cancelamento foi noticiado há uns meses; 3. a tangencial da casa de força, no povoado de Santo Antonio do Belo Monte ; mais cinco barragens médias (as dos igarapés), mais 23 barragens pequenas ou diques ! Estes se tornaram necessários para evitar o extravasamento de água para bacias vizinhas, já que a geomorfologia do terreno, com colinas e tabuleiros, muito mais do que serras e divisores, é totalmente inadequado para algo desse porte. Isso está nos estudos técnicos e no EIA, mas o enredo oficial esconderá enquanto for possível.

Quanto à afirmação oficial que v. repete: "o governo cancelou cinco das seis barragens previstas nos inventários realizados a partir dos anos 1970”, ela não procede. Primeiro porque o inventario válido, aprovado na ANEEL em 2007, prevê três outras grandes obras no rio Xingu, rio acima de Belo Monte e dentro do Estado do Pará: 1. Babaquara (rebatizada Altamira), 2. Ipixuna (rebatizada Pombal), 3. Kokraimoro (rebatizada São Felix). Uns meses depois da aprovação desse inventário, um Conselho Nacional de Política Energética, fantasmagórico, que raramente se reuniu antes disso, e nunca se reuniu depois, baixou uma "resolução” de valor jurídico quase nenhum, dizendo que, daquele inventario, somente Belo Monte seria construída. E muita gente da ditadura hidrelétrica capitalista foi contra essa resolução. Eles não desistirão. Na historia brasileira, tal anúncio é um blefe: não há sequer um exemplo de médio ou grande rio brasileiro em que somente uma hidrelétrica tenha sido feita. Ou, como diz o povo: me engana que eu gosto! Precisa mesmo é saber se acreditam nessa "resolução” os Kararaô, Arara, Arawete, Asurini. Parakanã e os muitos Kaiapó que seriam atingidos pelas outras três grandes obras.

A última frase do teu artigo, lembrando que há "um grave componente de imponderabilidade e de surpresa nesta maravilha da engenharia” seria brilhante se a "maravilha” fosse claramente uma ironia. Como engenheiro formado e geógrafo pós-graduado, estudioso da Volta Grande e do projeto, insisto que ele é ruim, sempre foi ruim. Se vier a se concretizar, por decorrência exclusiva da força política ditatorial do capitalismo hidrelétrico, representará um enorme risco de fracasso, de prejuízo e de acidente. Com as vidas e o dinheiro alheio.

É isso, caro Lucio, mais não escrevo, pois sei que teu espaço é bem curto e disputado. Espero que publique, fortalecendo nosso intercâmbio e nossa amizade recentes, porém, sólidos.

Abraço fraterno do professor Oswaldo Sevá

PS: No anexo, para tua analise detalhada, envio arquivo de alta resolução com a cartografia retirada do Estudo de Viabilidade Técnico e Econômica de 2002, que eu apenas colori por cima para realçar os elementos que o enredo oficial sempre esconde.

MINHA RESPOSTA

Estive duas vezes em Altamira no ano passado.

Consulto todos os blogs que conheço que tratam de alguma forma sistemática da Amazônia e das hidrelétricas. Já analisei o conteúdo de vários deles diversas vezes, sempre os citando, quando é o caso.

Guerreiros ambientais são os ambientalistas, por autodefinição, não os índios.

Muito do que Sevá me diz, para me ilustrar, aqui já tratei. É bom não esquecer que escrevi meu livro sobre hidrelétricas, incluindo Belo Monte, exatamente 10 anos atrás, em 2002, referindo-se a fatos anteriores.

O capitalismo hidrelétrico fundamentalista é nocivo e deve ser tratado com certa desconfiança. Mas me tem sido muito útil o diálogo com os engenheiros.

Com a leitora

Ao editar a carta de Oswaldo Sevá me veio um estalo: e por que não a carta de uma das promotoras do debate sobre Belo Monte do qual participei, no mês passado, no auditório do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos, junto com Felício Pontes Júnior, para apreciarmos o documentário "Belo Monte — anúncio de uma guerra”, centrado na hidrelétrica? Como não deu tempo para consultar a autora, não publico o seu nome, esperando que aprove o avanço sobre seu texto.

Eu o motivei porque, ao sair da sessão, vi estampadas expressões de perplexidade, ceticismo e indignação no público. Certamente eu não agradara essas pessoas. Daí a provocação para quem havia formulado o convite. Sua resposta tem sintonia com o que viria a dizer o professor Sevá. E com o que circula, muitas vezes sem se materializar, no circuito dos críticos da barragem.

Os comentários da leitora:

Em primeiro lugar, entendo suas angústias, porque há décadas você vive uma pressão pela expressão do seu pensamento sobre a Amazônia e as relações de poder que são com frequência expostas por você. Mas confesso que fiquei um pouco confusa depois do debate e pensei muito sobre o seu papel na produção de uma reflexão sobre Belo Monte, que é apenas uma das expressões do estado geral das posturas do mercado e dos governos em relação à Amazônia.

Minha confusão, lhe explico, está em tentar entender em que nível posso colocar tuas críticas, pois elas me parecem obedecer uma certa lógica, que não necessariamente exclui o modelo em que estamos inseridos. E aí, algumas vezes me perguntei se o que estavas falando sobre a Amazônia no papel de região oprimida não consistia tão somente em mudar sua posição dentro do fluxo circular do nosso desenvolvimento, sabendo que tal lógica necessita que alguém tenha esse papel de "colônia” para funcionar.

Aí, de forma otimista, procurei refletir sobre suas considerações dentro do campo das ideias; daquilo que pode ser gerado em termos de ação diante de problemas tão enraizados; mas pensando sob uma outra "lógica” ou uma "não-lógica”... Sei que isso é meio romântico, mas, por ora, vou acreditando que nada do que esse modelo nos traz pode, de fato, ser benéfico. E aí, não adianta muito os avanços tecnológicos e legais, se não questionarmos a natureza do olhar político que se tem da Amazônia e que função dão a ela para a sustentação desse modelo.

Uma segunda coisa que gostaria de lhe colocar é sobre sua carga técnica de debate. Acho incrível, eu mesma me vi mais estimulada em sacar mais esses aspectos, concordando contigo sobre nossos desníveis de (in)formação quando nos opomos a objetos de natureza técnica complexa e rebatemos às maravilhas da engenharia com o nosso "amor ao rio”. Meio louco isso, mas você acha que nossas lutas teriam sido mais bem sucedidas se tivéssemos lançado mão dessa natureza de conhecimento?

Pessoas e grupos que sofrem a pressão do desenvolvimento em seu cotidiano poderiam refletir questões que estão sob o domínio quase que exclusivamente acadêmico? No front, as lideranças estão mais próximas disso, mas a maioria não. Quando fui em Altamira agora em junho, conheci um agricultor, liderança de uma comunidade quase que completamente remanejada pelas obras, e ele ia resistir até o fim, segundo ele próprio afirmou. Para ele a dimensão que mais interessa é a sobrevivência (do próprio espírito) e se a gente perguntar pra ele sobre Belo Monte, ele discorrerá acerca do funcionamento tortuoso da usina, a partir da dinâmica que ele conhece, que é a vazão do rio (isso é só um exemplo). Falando de uma forma mais geral, entendo que esse conhecimento qualificaria nosso debate, mas é preciso também descolonizar o senso comum, que é o nosso lugar no pensamento, por enquanto.

Senti você meio oscilante e até rígido sobre o tema, pois me pareceu que sua crítica tem um limite localizado no repensar o uso energético desses rios. Se isso lhe parece pertinente, pergunto: você acha possível mudar o comportamento dos agentes econômicos envolvidos no campo das grandes construções no Brasil para que esse uso possa ocorrer de forma justa? Se sim, me aponte um caminho possível dentro das lutas sociais, pois até o presente momento, tais lutas tem tido pouco êxito nesse sentido, uma vez que Estado e mercado tem se mostrado cada vez mais agressivos em seus propósitos. A estrutura se mostra cada vez mais estruturada...

Quanto aos aspectos mais gerais, acho que você sempre provoca uma reflexão, com assunto pra mais de mês!

Quero que saiba que ainda estamos falando sobre o que ouvimos ali e queremos sempre que colabore com nossas ações, trazendo sua experiência para o máximo possível de pessoas.

MINHA RESPOSTA

Suas reflexões foram o melhor que recebi nos últimos tempos sobre esse tema. Observações pertinentes e informações, mesmo quando não seguras ou completas, baseadas na experiência vivida e no desejo de participar, intervir. Muito obrigado por sua argúcia e sinceridade.

Nunca receie me dizer a verdade. Muitas das verdades que carrego (e frequentemente por pouco tempo) resultam de contribuições como a sua. Tenho a ânsia de corrigir meus erros e aprender cada vez mais.

Só há uma maneira de enfrentar os engenheiros dos grandes projetos: antecipando-se a eles, sabendo tanto quanto ou mais do que eles. Saindo da bitola de sua ciência e mostrando-lhes um lado do saber que sua arrogância, autossuficiência e compromissos não lhes permite perceber: o conhecimento daqueles que os antecederam e não aceitam seus presentes, mesmo que caros e engenhosos.

O problema dos críticos e da esquerda em particular é achar que a força moral lhes cairá sobre a cabeça como presente do espírito santo. A autoridade moral resulta de um conhecimento cada vez mais forte, capaz de enfrentar todos os debates e se sustentar, seja na serventia que busca como no saber que alcança. Como tratar de energia sem o domínio de todo processo? Não em minúcias escolásticas, mas o suficiente para formular um modelo alternativo coerente e que resista à aplicação.

Já cheguei a ele através dos planos de desenvolvimento por bacias, quebrando o eixo rodoviário destruidor, e dos kibutizim científicos. Mas nem a esquerda se interessa de verdade por um modelo novo (na verdade, velho, porque restabelece a harmonia com a natureza). Busca alternativas dentro do modelo em vigor, como os assentamentos da reforma agrária, forma de destruir com palavras sagradas.

Para mim, depois de 46 anos, esta é a diretriz. Espero que chegue a um ponto final. Com a ajuda de pessoas como você.

Link permanente:
Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para:
Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil
Início
Hotsites
Mais lidas (nos últimos 7 dias)
  1 2 3 4 5