Twitter
Sábado, 31 de julho de 2010
17.04.07 - BRASIL
Acampamento Terra Livre reúne cerca de 1000 pessoas em Brasília
Enviar Artigo
Versão para Impressão
Letra
A- A+

Adital -
O Acampamento Terra Livre - que marca as mobilizações do Abril Indígena - começou a ser montado desde ontem e já reúne cerca de 1.000 indígenas de diferentes regiões brasileiras, no Distrito Federal, em Brasília. Análise do Pacto de Aceleração de Crescimento (PAC), direitos indígenas, demarcações, saúde e educação são alguns dos pontos que vão nortear os debates que serão realizados até o dia 19 - Dia do Índio.

A programação de hoje começa com um debate sobre o atual quadro político, o PAC e a situação dos direitos dos povos indígenas. À tarde, os participantes saíram do acampamento num ato público que lembrou o 10º aniversário do assassinato do índio Galdino Pataxó, que teve o corpo incendiado por jovens de classe média de Brasília, fato que chamou a atenção da comunidade internacional.

Os debates prosseguirão na quarta-feira, desta vez voltados para as estratégias dos movimentos indígenas e indigenistas nos rumos da política indigenista do Governo Lula. A tarde será dedicada para a discussão, elaboração e aprovação do Documento Final do Acampamento Terra Livre 2007, além de definir ações e agenda de mobilização.

Para a quinta-feira, estão marcadas duas audiências. A primeira, às 9h, será com o Senado Federal para discutir as demandas dos povos indígenas. A segunda, à tarde, será com a ministra presidente Ellen Gracie Northfleet, do Supremo Tribunal Federal, e terá como foco o papel do poder judiciário nas questões indígenas.

Ontem, durante coletiva com lideranças indígenas e grupos indigenista, foi salientado que o propósito do Acampamento Terra Livre é fazer com que todas as demandas indígenas sejam discutidas e levadas para a esfera presidencial.

Manifestos no Maranhão

No município de Estreito, situado entre os Estados do Maranhão e Tocantins, cerca de 500 indígenas e ribeirinhos continuam acampados nas mediações da Hidrelétrica de Estreito, onde protestam contra a construção do empreendimento, que afeta centenas de comunidades.

De acordo com a assessoria do Conselho Indigenista Missionário - Tocantins, ao longo do rio Tocantins existem 12 hidrelétricas. "Tanto as comunidades indígenas como as ribeirinhas têm relação muito próxima com o rio, o impacto na pesca é muito grande", explica Laudovina Pereira, do Cimi.

Os indígenas reivindicam a paralisação legal das obras da hidrelétrica e exigem ainda que as comunidades sejam ouvidas pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara e do Senado.

Ontem a rodovia Belém-Brasília chegou a ser bloqueada por cerca de 11 horas e só foi liberada, às 19h30, depois de uma acordo feito com o Ministério Público Federal, no Maranhão.


Página Inicial Versão para Impressão Enviar Artigo

Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil



Adital Recomenda
ECONOMIA
trafico
Igreja e Religiões


Créditos