30.07.12 - Mundo
Conferência Internacional aborda o combate ao trabalho infantil na agricultura
Natasha Pitts
Adital
Começou na sexta-feira (28) e se encerra nesta segunda (30), em Washington D. C, Estados Unidos, a Conferência Internacional sobre o Trabalho Infantil na Agricultura, organizada pela Marcha Global contra o trabalho infantil. O objetivo é debater e criar estratégias para fazer frente à exploração do trabalho de crianças e jovens com menos de 18 anos no setor produtivo da agricultura.

Atualmente, a agricultura é o setor onde se encontra 60% do trabalho infantil, seja em países desenvolvidos ou em desenvolvimento. De acordo com a organização Defesa de Meninos e Meninas Internacional (DNI, por sua sigla em espanhol), cerca de 130 milhões de crianças e adolescentes, de cinco a 14 anos, estão envolvidos no trabalho no campo para a produção de alimentação, bebidas e matérias-primas. Esta cifra inclui também o trabalho infantil nos setores pesqueiro, pecuário e florestal.

A situação é ainda mais grave, visto que a agricultura e os processos agrícolas estão inseridos entre os três setores mais perigosos, por conta da quantidade de mortes, de acidentes não fatais e da geração de doenças profissionais.

No mundo, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), no Relatório Mundial sobre Trabalho Infantil, de 2010, estima que existam 215 milhões de meninos e meninas trabalhando e 115 milhões destes expostos a trabalhos perigosos, cifras consideradas desafiadoras para o desenvolvimento humano de vários países. A África Subsaariana abriga os dados mais preocupantes, já que na região uma em cada quatro crianças trabalha.

De 2004 a 2008 houve uma pequena redução na quantidade de pessoas menores de 18 anos trabalhando, no entanto, com a crise econômica mundial de 2008, acredita-se que estes números tenham voltado a crescer em escala mundial.

Uma das ações específicas da Conferência foi voltada para o fortalecimento do ‘Roteiro para alcançar a eliminação das Piores Formas de Trabalho Infantil para 2016 (Plano 2016)’, adotado durante a Conferência Mundial sobre Trabalho Infantil de La Haya, realizada em 2010, que assinala que o trabalho infantil representa um obstáculo para os diretos da criança e do adolescente e para o desenvolvimento pleno de uma nação.

Em virtude disto, a Marcha Global contra o Trabalho Infantil pede ações urgentes e concretas em favor das crianças e adolescentes trabalhadores, sobretudo no setor da agricultura. A organização apela às autoridades dos países que se empenhem para que os/as menores não sejam obrigados a passar a infância longe da escola e expostos a situações de risco.

Para mais informações sobre a Conferência, acesse: www.globalmarch.org ou escreva para info@globalmarch.org / marchaglobal@dnicostarica.org.

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