Trump demonstra irritação com falta de consenso entre líderes militares dos EUA sobre estratégia para o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria cada vez mais frustrado com a ausência de avanços para encerrar o conflito com o Irã e com as divergências estratégicas entre os principais integrantes da liderança militar norte-americana. As informações foram publicadas pelo jornal britânico The Independent, com base em relatos de autoridades e aliados da Casa Branca que falaram sob condição de anonimato.
Segundo a reportagem, o alto comando militar dos EUA ainda não chegou a um consenso sobre a estratégia necessária para conduzir o conflito até um desfecho. A falta de uma direção política clara tem ampliado as incertezas dentro da administração norte-americana.
Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que Trump não esperava que a crise no Oriente Médio se transformasse em um confronto prolongado. Um aliado do presidente declarou que ele está "exasperado" com a dificuldade de convencer o governo iraniano a aceitar um acordo, cenário que aumentou a insatisfação da Casa Branca.
Ainda de acordo com a publicação, o principal motivo do descontentamento é a ausência de uma estratégia unificada para conduzir a guerra, iniciada após ataques aéreos conjuntos de Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. A ofensiva foi seguida por uma forte resposta do Irã, incluindo ações militares, o fechamento do Estreito de Ormuz e uma escalada que levou o conflito a um impasse estratégico.
Um alto funcionário norte-americano resumiu o momento vivido pela administração ao afirmar que, apesar de sucessivas vitórias no campo tático, o governo enfrenta o risco de uma derrota estratégica por falta de orientação política e de uma definição clara sobre os próximos passos.
A tensão aumentou em 8 de julho, quando Trump declarou que o cessar-fogo firmado com o Irã em junho havia perdido a validade. Após o anúncio, forças norte-americanas realizaram novos ataques contra alvos iranianos. Em resposta, Teerã lançou ofensivas contra bases militares dos EUA em diferentes países do Oriente Médio, voltou a restringir a navegação no Estreito de Ormuz e acusou Washington de violar os compromissos estabelecidos no acordo de cessação das hostilidades.

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